terça-feira, 10 de junho de 2014

Princípios da aprendizagem de idiomas - Parte 2

Na postagem anterior, falei de 5 princípios da aprendizagem de idiomas. Aqui vai a continuação -- lembrando: não é nada exaustivo. Quem tiver mais ideias ou experiências, contribua!

6. Princípio da diversão. O esforço é necessário, porém não deve ser um fardo. Pelo contrário, quando encarado de modo prazeroso, divertido, torna-se praticamente um hobby. Muitos temos que aprender por necessidade. Porém, o aprendizado, quando você se envolve e não faz apenas por obrigação, se torna muito mais eficiente.

7. Princípio do estabelecimento de objetivos. Novamente, isso é ainda mais relevante para adultos, porém pode servir para as outras faixas etárias também. O ideal é aprendermos com um objetivo em mente, mesmo que seja aprender por aprender, por diversão (aliás, talvez uma das formas mais divertidas, rápidas e eficazes de se aprender um idioma estrangeiro!!). Porém, o objetivo aqui trata-se do nível em que queremos chegar, até onde queremos ir, que tipo de vocabulário queremos dominar, que tipos de textos queremos ler, com quem queremos conversar, se vamos viajar para o país da língua estudada ou se vamos apenas aprender frases turísticas para atender os estrangeiros que nos visitam. Todas essas questões, entre outras, fazem parte dos objetivos, e ajudam a delimitar o tempo que será necessário para o estudo. Com essas perguntas respondidas, é possível termos maior realismo e sabermos até onde podemos chegar, evitando de vez qualquer frustração no aprendizado de idiomas!

8. Princípio da observação. Os idiomas nos apresentam coisas novas constantemente -- inclusive nossa língua materna! --, e geralmente seguem um padrão. Pode-se dizer que aprender um idioma é aplicar o que se observou. Se a pessoa para de observar, ela para de aprender. Por isso, simplesmente ter muitas horas de uso do idioma não significa, necessariamente, o mesmo número de horas de aprendizado. É o caso do estrangeiro que vem para o Brasil, aprende a falar razoavelmente bem, todo mundo o entende, mas mesmo assim ainda fala "o nuvem". Ele pode até ver outros falando certo, mas como parou de observar o português, e ninguém o corrige, ele acaba estagnando e repetindo indefinidamente o mesmo erro. A pessoa só faz progressos se observa atentamente o idioma na prática, aprendendo e aplicando aquilo que observa.

9. Princípio da concentração, repetição e prática. O esforço (realizado com prazer) rende mais quando tem foco. Daí a concentração nos objetivos que se busca no aprendizado. A repetição é fundamental, pois, como já diziam os latinos, Repetitio est mater studiorum (a repetição é a mãe da aprendizagem) -- afinal, ninguém aprende a andar de bicicleta na primeira pedalada ;) E a prática, filha da repetição, é importante porque se não praticamos, esquecemos o que aprendemos. Alguém já aprendeu um idioma e depois de um tempo sem usá-lo viu que estava enferrujado?

10. Princípio da acabativa. Só pare de estudar o idioma que escolheu depois de atingir os seus objetivos. Antes disso, você não deve se permitir parar. Isso evita que você comece o mesmo curso de tempos em tempos, sempre com a sensação de que não avançou. Depois que você atingir seus objetivos, você pode até continuar estudando o mesmo idioma, mas já não será pelos mesmos motivos, que deverão, portanto, ser revisados.

Recapitulando, o fundamental é: responsabilize-se pelo seu próprio aprendizado!

2 comentários:

  1. Adorei os princípios! Com certeza, a autonomia do aprendente é fundamental, assim como a responsabilidade pelo próprio processo de aprendizado. Vou compartilhar! Gostaria de deixar também como complemento algumas dicas para quando o curso é EAD:

    http://espanholnarede.com/enr/2014/06/saiba-como-tirar-proveito-de-um-curso-ead/

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  2. Ótimas dicas quando o curso é EAD! Algumas delas, inclusive, têm aplicação geral, como, por exemplo, a necessidade de levar a sério aquele momento, evitando interferências externas e sabendo se desligar do Facebook e e-mails durante o horário de estudo. Sigamos adelante!

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