quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Google adiciona 285 línguas a tradutor para preservar línguas raras

Para quem está precisando saber o significado de um texto, mas não precisa de um português perfeito, o tradutor google é uma opção simplificada e agora conta com mais 285 idiomas.

Fonte: Folha de S. Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u638801.shtml

domingo, 18 de outubro de 2009

Resultados do V Encontro Poliglota

O último Encontro teve menos pessoas. Porém, as mesmas línguas foram praticadas: inglês, espanhol e francês. Como não poderia ser diferente, em todo o Encontro Poliglota aparece alguém falando uma língua incomum. Dessa vez foi o gaélico, lingua celta, original da Escócia, mas também falada no País de Gales.

A propósito, as línguas celtas (subfamília da família do indo-europeu) são: o escocês, o irlandês, o gaélico e o bretão. Todos idiomas de pouca difusão, resistindo bravamente à extinção.

Em breve falaremos mais sobre as famílias lingüísticas.

Abraço,

terça-feira, 13 de outubro de 2009

V Encontro Poliglota

Aí está o próximo Encontro Poliglota. Depois desse feriadão, vamos falar até alemão! Um abraço e auf Wiedersehen,

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dia 17 de outubro - próximo Encontro Poliglota

Gostaríamos de lembrar a todos que o próximo Encontro Poliglota está chegando.

Convidamos aos hispanohablantes, aos english speakers, fãs da francofonia e outros amigos para compartilhar do gosto pelos idiomas no dia 17, sábado, na Subway do centro.

Esperamos vocês.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Poliglotismo x famílias língüísticas

Na tentativa de compreender os poliglotas, me pergunto se aprender os idiomas de uma mesma família lingüística não é mais fácil, no início, do que aprender várias línguas sem relação entre si.

O que eu quero dizer é que, para nós, falantes de português (lusófonos), é mais fácil aprender espanhol, italiano e francês do que partir primeiro para línguas como, por exemplo, o árabe, o russo e o chinês.

Já escutei muito se dizer, e eu mesmo já afirmei, que a semelhança entre os idiomas às vezes pode ser um fator dificultador da aprendizagem, pois a gente pensa que está falando e, na verdade, não está (vejam o caso do portunhol: o cara acha que está falando espanhol, e muitas vezes está falando só um português enrolado).

Ainda assim, imagino que seja mais fácil, para pegar a prática de se aprender vários idiomas (para pegar "as manhas" do poliglotismo), aprender vários idiomas de um mesmo tronco da árvore das línguas e só depois se dirigir a outra família.

Uma vez que você dominar as línguas neolatinas, você pode pegar as línguas germânicas, e nesse caso, aprender no atacado: alemão, holandês, dinamarquês, sueco e norueguês, por exemplo. Depois, pode fazer o mesmo com as línguas eslavas, e assim por diante.

Claro que isso é só teoria, a pessoa teria que experimentar por si própria esse método para verificar se funciona.

Eu falo português (língua materna), inglês, espanhol, francês e italiano, nessa ordem de aprendizado. Agora quero aprender alemão. Mas a verdade é que não sei se depois de aprender essa língua vou partir para o holandês e para outras do mesmo ramo, porque o aprendizado de idiomas pode ser também uma questão estratégica.

Imagine que você fala português, inglês e espanhol e quer aprender árabe e russo por motivos de trabalho. Não são línguas do mesmo ramo, e mesmo assim, a pessoa se torna uma poliglota.

De qualquer maneira, imagino que o poliglota experiente, já "calejado" de tanto aprender idiomas, não precise aplicar essa técnica da família língüística. Porém, para nós que estamos começando, aspirantes a poliglotas, pode ser útil.

Precisaríamos ver as experiências de grandes poliglotas para elucidarmos essa questão. Alguém aí quer opinar?

O que é uma língua?

Essa pergunta pode parecer óbvia, mas uma língua, para ser considerada oficial, precisa de uma série de validações políticas, sociais e inclusive econômicas. Às vezes, uma língua é considerada apenas um dialeto porque tem um status menor e foi sobrepujada por outra.

Vejamos o caso da China: há variantes que são tão diferentes entre si que poderiam ser consideradas línguas diferentes, mas são encaradas como meros dialetos. Assim, uma pessoa que domina 5 desses dialetos pode ter uma habilidade extraordinária, mas na sua contagem lingüística, ela seria considerada não uma poliglota, mas apenas uma falante de chinês e algumas de suas variantes.

Por outro lado, as línguas modernas derivadas do Latim (português, espanhol, italiano e francês, entre outras) são muito semelhantes, e uma pessoa que aprende duas não tem grandes dificuldades em aprender mais uma delas. Mesmo assim, já seria considerada uma poliglota, pois essas línguas tem um status social e político proeminente, são consideradas línguas de cultura. Nesse caso, o falante de várias línguas neolatinas é considerado poliglota enquanto o falante de vários dialetos de chinês não é, embora, do ponto de vista das habilidades lingüísticas, o falante das variantes do chinês seja muito mais "poliglota".

Portanto, definir se um código lingüístico é de fato uma língua oficial ou não acaba contando para se definir também se a pessoa é poliglota ou não, pelo menos em termos "oficiais".

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Multilingualism

domingo, 20 de setembro de 2009

IV Encontro Poliglota - Muito bom!

Na noite de sábado passado (19/09), 40 pessoas se reuniram para praticar inglês, espanhol e francês. Tinha gente que também falava italiano, alemão e norueguês. A maioria (60%) praticou o idioma de Shakespeare, 30% o de Cervantes (ou o de Jorge Luís Borges?), e 10% o de Racine (ou o de Sarkozy, Zidane, Sartre e tantos outros?).

Mais ou menos 20 pessoas apareceram pela primeira vez, entre elas um jovem alto e loiro, nascido no Japão! Na verdade, seus pais são noruegueses e ele cresceu em vários lugares. Morou na Índia e se familiarizou com alguns dialetos, mas o idioma que fala melhor é o inglês mesmo. Faz dois anos que está no Brasil, e já fala bem a nossa língua. Pois é, o Encontro Poliglota é mesmo um ótimo local para se cohecer pessoas interessantes.

Além do nosso amigo japonês, havia brasileiros (naturalmente), argentinos e também um representante da França. Todos bastante animados, integraram grupos e realizaram dinâmicas onde o desafio era usar a memória na língua estrangeira. Em uma delas, você dizia uma palavra, p. ex., dog. O outro tinha que falar uma palavra que começava com "g" e repetir as palavras que os colegas tinham falado antes dele, e assim por diante.

Nós, que organizamos o evento, ficamos bastante felizes com a participação dos freqüentadores. A nossa filosofia, promover um espaço onde as pessoas possam interagir espontaneamente em línguas estrangeiras, está dando certo. Quando as pessoas perguntam até que horas vai o Encontro, geralmente digo que vai até a última pessoa ir embora. Ontem, não foi diferente: fui embora dez para meia-noite!

Um grande abraço a todos e até o próximo Encontro Poliglota!
Até lá! See you! Hasta la vista! À bientôt!